Conheça algumas histórias de beneficiários da SDW

Desde 2019 a SDW roda o sertão, levando suas tecnologias a milhares de comunidades e famílias que vivem em vulnerabilidade social. Ao todo, já foram mais 15 mil pessoas beneficiadas com nossos produtos, tendo hoje oportunidades de consumo de água potável e acesso a saneamento básico.
O propósito da SDW tem o foco principal nas pessoas. É satisfatório acompanhar os índices de doenças de veiculação hídrica e as faltas escolares diminuírem entre os beneficiários, mas além disso, ver a transformação no cotidiano dessas famílias através da entrega dos produtos, norteia e incentiva o trabalho da SDW. Os sorrisos, as histórias, as evoluções, os aprendizados: é isso que nos move.
No blog de hoje compartilharemos a história de alguns dos nossos beneficiários, conhecidos em campo, que causaram emoção e marcaram nossa viajante, Claudia Andrade, ao levar esperança para diversas famílias através do Aqualuz.

Beneficiário (a): Dona Benvinda

Na comunidade de Tabúa conhecemos a história da beneficiária Dona Benvinda, que tem quase 90 anos e possui uma lucidez incrível. Parteira desde sempre, trouxe ao mundo muita gente daquele lugar. Ela foi abandonada pelo marido ainda quando as filhas eram pequenas e precisou trabalhar muito para garantir sua dignidade.

Dona Benvinda nos contou sua história, que se confunde com a história de Caetité: lutas, tentativas e nenhuma desistência. Ficamos ali ouvindo histórias de uma família essencialmente constituída por mulheres que venceram seus desafios e persistiram para sobreviver.

Resiliente, Dona Benvinda, assim como Caetité, seguiu em frente e continua traçando seus caminhos em linhas de boas energias e ventos melhores. Atualmente mora com 1 filha. 

Beneficiário: Senhor Arquimedes, o Langanho

O Senhor Arquimedes mora na comunidade de Tabúa, com sua esposa, filhas e neta. Toda a sua família somam gerações de muito esforço no campo para a própria subsistência. Muitas histórias de beneficiários são assim. Ele também foi o primeiro a receber o Aqualuz e a participar do processo de capacitação.

Segundo ele, “Langanho” vem de magro, mas acho que não acertaram no apelido. Langanho poderia ser sinônimo de simpatia, força e solidariedade. Sim, ali, onde pouco se vê e quase nada se tem, ele consegue dividir o que colhe e o que constrói.

Com o Aqualuz em mãos, observamos já no segundo dia de implantação que nosso beneficiário estava ajudando suas vizinhas com água potável direto do aparelho. Um gesto nobre, gentil e empático, adjetivos que inclusive poderiam ser o significado de “Langanho”. 

Beneficiário: Luiz

Chegamos com o coração apertado naquele lugar. Imaginando muita dificuldade, encontramos. Mas uma luz, provavelmente do sol, nos cegou as vistas. Fechamos os olhos e quando abrimos demos de cara com aquela criança. Não era o sol, era Luiz.

Havia tanto brilho naquele olhar que chega perdemos o ar. Sentimos cheiro de esperança, gana, força. Dos olhos que vimos jamais esqueceremos. Dali brota o verde que não dá no chão.

Ah menino… você nos fez lembrar que no sertão não há tantas coisas. Mais que água, falta oportunidades. Mais que comida, falta amor.

Ganhamos o melhor abraço do mundo. Dos olhos que vimos jamais esqueceremos. De tudo que lhe falta, lhe brota na alma o dobro que você dará a esse mundo. A família dele foi beneficiada com o Aqualuz.

Beneficiário: Moises

Chegamos em uma pequena vila em São Macário, com muitas crianças. Elas gritavam, corriam e não paravam.A falta de higiene e as demandas generalizadas me chamaram a atenção. Eu visualizei muita sujeira pelo chão e aquilo não impedia que continuassem chamando a minha atenção e correndo.

Resolvi fazer fotos e mostrá-las e, de repente, o encanto se fez. Ficaram encantadas com suas próprias imagens e com a possibilidade de conhecer tantos equipamentos.

Percebi um olhar curioso, desbravador, inédito. Tentei desvendar cada olhar, de cada criança. Tive várias impressões, mas, a que mais me tocou foi o olhar dele. Moises, com as mãos para trás, me disse em silêncio: alguém se importa comigo (e isso é novo)! 

Limpei o rostinho dele que estava menos sujo que o meu, inundado de lágrimas. Iniciamos ali, junto com um abraço bem forte, uma história de transformação.  

Beneficiário: Senhor José

Fui a São Macário, em Alagoas, realizar implantações e aproveitar o momento para fazer imagens e colher depoimentos quando encontrei Senhor José, avô de 2 meninas de 6 e 8 anos, e com uma história de afetividade e luta muito forte. Naquela casa não havia banheiro, nem água tratada e encanada, nem reservatório e nem grandes perspectivas de vida.

Ele cozinha, lava a roupa, prepara o alimento, trabalha na roça, além dos outros afazeres domésticos com água que pega há 1 hora de distancia (fazendo 4 viagens por dia), drama vivido e contado em muitas histórias de beneficiários. As meninas, quando foram abandonadas pela mãe, a caçula ainda tinha meses de vida, e ele as recebeu como filhas.

Vivem os 3 naquela casa, onde encontrei um amor tão imenso e genuíno, pouco visto antes. Ao receber o Aqualuz ele chorou pois seria a primeira vez que as meninas e ele poderiam ter acesso a água tratada. A água levou um homem ao chão para se ajoelhar, agradecer e chorar.

Saí dali com o melhor depoimento para o dia das mães: não precisa ser mulher e nem mãe, para amar, criar, cuidar, alimentar e educar. O ser humano, munido de empatia, resiliência e amor faz esse papel muito bem e ali residirá o tal amor, chamado de incondicional, no corpo daquela, que chamamos da “melhor pessoa de nossas vidas”. 

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