Conheça agora mulheres cientistas brasileiras que contribuem para a sociedade há mais tempo e atualmente.

Quando a palavra cientista vem à mente, por vezes ela é relacionada a figuras masculinas como Stephen Hawking, Isaac Newton, Einstein e Charles Darwin. No entanto, o mundo não é só feito por homens. Diversas mulheres cientistas brasileiras ontem e hoje dedicaram suas vidas em grandes estudos e revolucionaram a ciência por meio das suas descobertas.

De acordo com a UNESCO (2018), as mulheres compõem apenas 28% do cenário mundial da ciência. Vale ressaltar que elas foram proibidas de estudar e almejar grandes carreiras, pois o pensamento machista da época só a enxergava como uma dona de casa. Todavia, mesmo com empecilhos, elas escreveram grandes histórias.

Em homenagem a Semana das Mulheres na Ciência, hoje trazemos as cientistas brasileiras em diferentes cenários temporais que por meio das suas descobertas trouxeram grandes contribuições para o mundo.

Enedina Alves Marques (1913 -1981)

ENEDINA ALVES MARQUES (1913 - 1981) - Afro Históricos

Representante das Mulheres Cientistas Brasileiras de Exatas

Nascida em 1913 em Curitiba, Enedina Alves Marques, frequentou a mesma escola que as filhas do patrão da sua mãe, onde aprendeu a ler e escrever. Após isso formou na Escola Normal, um centro de formação de professores para o ensino primário brasileiro.

Como professora, trabalhou em diversas cidades do interior do Paraná, até se estabelecer em Curitiba. Desejando alcançar novos patamares, em 1940, matriculou-se na Faculdade de Engenharia do Paraná, hoje parte da Universidade Federal do Paraná, e passou a ser a única mulher negra em um ambiente só de homens brancos.

Após 5 anos de estudo, Enedina foi a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil. Formada, dedicou-se à engenharia pelo restante da sua vida, participando de importantes obras como a projeção da usina hidrelétrica Parigot de Souza, no Paraná.

Johanna Döbereiner (1924-2000)

Johanna Döbereiner

Representante das Mulheres Cientistas Brasileiras de Biológicas

Naturalizada brasileira em 1956, Johanna nasceu na antiga Tchecoslováquia, de onde fugiu com a família após o fim da Segunda Guerra.

Formada em Agronomia na Universidade de Munique, após sua chegada ao Brasil com seu marido, ela trabalhou no Laboratório de Microbiologia de Solos do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas do Ministério da Agricultura (SNPA), o qual posteriormente se tornaria a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Presente no livro “Pioneiras da Ciência no Brasil” (2006), evidenciou na década de 70, a ocorrência de uma associação entre bactérias do gênero Spirillum e gramíneas em solos tropicais. A descoberta de que o microorganismo fixava o nitrogênio na planta e, por isso, não necessitava de adubos químicos foi o fator determinante para o aumento do potencial agrícola do país. Fora isso, o estudo contribuiu para a expansão das plantações de soja e do cultivo da cana de açúcar em terras brasileiras. Além disso, foi indicada ao Prêmio Nobel de Química em 1997.

Ruth Sonntag Nussenzweig (1928 – 2018)

Ruth Nussenzweig, precursora no estudo da vacina contra a malária, morre  aos 89 - 02/04/2018 - Ciência - Folha

Representante das Mulheres Cientistas Brasileiras de Biológicas

Nascida em1928 em Viena, na Áustria, veio para o Brasil ainda criança. Aqui, iniciou sua formação no Departamento de Parasitologia da Universidade de São Paulo (USP), entrando no curso de Medicina em 1948.

Por muito tempo trabalhou na pesquisa sobre a transmissão e prevenção da doença de Chagas, ganhando destaque ao demonstrar que a patologia pode ser adquirida por transfusão sanguínea e que a adição de violeta de genciana ao sangue infectado previne sua propagação.

Conquistou fama internacional através das suas pesquisas no campo da Parasitologia e de Doenças Tropicais, ainda mais após seus estudos sobre a prevenção da malária serem publicados na revista britânica “Nature”, em 1967. Por seus feitos, foi condecorada com a Ordem Nacional do Mérito Científico classe Grã-Cruz em 1998.

Jaqueline Goes de Jesus

Sou Jaqueline Góes, preta como muitas outras” - Revista Raça Brasil

Representante das Mulheres Cientistas Brasileiras de Biológicas

Formada em biomedicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, a biomédica teve a oportunidade, em 2016, de acompanhar o trabalho de pesquisadores ingleses que sequenciaram o genoma do zika virus no Brasil.

Esse conhecimento, aprofundado em uma estadia de seis meses na Universidade de Birmingham em 2018, foi essencial para o sequenciamento do coronavírus no Brasil.

Apenas 48 horas foram necessárias para que um estudo, liderado por Jaqueline Goes de Jesus e Ester Sabino, fosse capaz de sequenciar o genoma do coronavírus no Brasil. A rapidez dos resultados, realizado pelo Instituto de Medicina Tropical da USP em parceria com o Instituto Adolfo Lutz e a Universidade de Oxford, chamou a atenção do Brasil e do mundo.

Sonia Guimarães

18/11 às 19h00 - Lançamento do livro 'Ciência e Tecnologia'

Representante das Mulheres Cientistas Brasileiras de Exatas

Sonia sonhava em ser engenheira, mas foi em sua última opção do vestibular, em 1970. Na época, ela prestou física no Mapofei, um vestibular criado em 1969 para a área de exatas nas universidades Instituto Mauá de Tecnologia, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), e se apaixonou.

Hoje, Sonia é a primeira negra brasileira doutora em física pela University of Manchester Institute of Science and Technology e compõe, há 24 anos, o corpo docente do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Ela atua na área de física aplicada, com ênfase em Propriedade Eletróticas de Ligas Semicondutoras Crescidas Epitaxialmente, e já conduziu pesquisas sobre sensores de radiação infravermelha.

Anna Luísa Beserra

Representante das Mulheres Cientistas Brasileiras de Biológicas

Baiana e formada em Biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Anna Luísa sempre foi uma garota curiosa sobre os mistérios do mundo e foi isso que levou a querer resolver um problema global: a escassez hídrica.

Aos 15 anos ela desenvolveu o primeiro protótipo do Aqualuz, um produto capaz de filtrar a água de cisternas por meio da radiação solar. Após muitos testes e tentativas de implementar o produto, o reconhecimento chegou. O primeiro modelo do Aqualuz começou a ser comercializado em 2019, mesmo ano em que ganhou um prêmio da ONU pela inovação.

A partir daí novas portas se abriram para Anna Luísa, que fundou a sua própria empresa a Sustainable Development & Water For All (SDW). A qual já impactou mais de 13 mil pessoas pelo semiárido brasileiro em menos de 3 anos de atuação.

Atualmente a SDW conta com 4 tecnologias sustentáveis capazes de levar água e saneamento para inúmeras famílias em vulnerabilidade social. Fora isso, a startup de impacto social já recebeu mais de 30 prêmios (nacionais e internacionais), entre eles um do MIT e um reconhecimento na UNESCO.

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