Práticas sustentáveis no mundo dos negócios são uma realidade que
veio para ficar.

O modelo “insustentável” de desenvolvimento que a população conduziu nas últimas décadas acarretou inúmeros problemas ao planeta Terra, gerando uma crise ambiental de extrema urgência. No relatório de 2019 da Organização de Nações Unidas (ONU), o GEO – Global Environment Outlook, afirma que “É necessário adotar medidas urgentes em uma escala sem precedentes para deter e reverter essa situação e, assim, proteger a saúde humana e ambiental”.

Como forma de combater essa crise, muitas práticas e modelos de negócios sustentáveis estão sendo desenvolvidos, assim como o ESG, na íntegra Environmental, Social and Governance, (em português ASG).

Este termo é utilizado para referir sobre as práticas ambientais, sociais e governança de um negócio ou empresa. Além disso, é utilizado também como um critério para investimentos, ou seja, além de observar as diretrizes financeiras-econômicas, os investidores também analisam as práticas ambientais e sociais das empresas como uma conduta para investir.

Como surgiu?

O termo ESG foi citado pela primeira vez no relatório Who Cares Wins (Ganha quem se importa) produzido em 2005 pela Organização das Nações Unidas. A iniciativa reuniu 20 instituições financeiras de nove países diferentes (incluindo o Brasil) para desenvolver diretrizes sobre como incluir os fatores ambientais, sociais e de governança no mercado financeiro, assim, gerando mercados mais sustentáveis para a sociedade.

Cada letra representa um fator específico referente a vários temas, confira na imagem.

Fica claro que essa prática não é uma tendência passageira, mas sim uma nova realidade que veio para ficar. Em uma pesquisa da área de tendências do Google revelou que o interesse pelo termo ESG e por “investimentos éticos” atingiu seu ponto mais alto dos últimos cinco anos no Brasil, ou seja, cada vez mais o consumidor se torna auto consciente em investir e comprar com princípios voltados à diretrizes sustentáveis.

Além disso, no último Fórum Econômico Mundial, realizado no dia 27 de janeiro deste ano, foi anunciado o lançamento de fundos de investimentos com o intuito de apoiar empresas que praticam e desenvolvem modelos de negócios e tecnologias voltados a fundamentos ambientais, que buscam melhorias e possíveis soluções às mudanças climáticas. 

Concluindo, esses investimentos sustentáveis buscam funcionar em prol de gerar além do impacto financeiro. 

Vale ressaltar que, assim como o ESG, outras práticas sustentáveis também estão sendo adotadas pelas empresas em torno do mundo, assim como o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Fashion Pact (prática que tem como base um pacto sustentável na produção de produtos de moda), o Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico (New Plastics Economy Global Commitment), e entre outros. 

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Bruna Kopeski

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